Trump ameaça 'apagar' civilização persa se Ormuz não for reaberto

Trump ameaça ‘apagar’ civilização persa se Ormuz não for reaberto

Washington, EUA – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta terça-feira (07) a mais grave advertência contra o Irã em décadas: caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz até as 21h (horário de Brasília), “uma civilização inteira morrerá esta noite”. O ultimato, publicado na rede Truth Social às 3h30 pelo horário de Brasília, eleva a tensão em uma das rotas de petróleo mais estratégicas do planeta.

  • Em resumo: Trump dá poucas horas para o Irã atender à exigência; ameaça envolve “dizimar o povo persa”.

Prazo de horas intensifica a pressão diplomática

Trump fixou o limite para 20h no fuso da Costa Leste dos EUA, equivalente a 3h30 da manhã de quarta-feira (08) em Teerã. A mensagem chega após 47 anos de “extorsão, corrupção e morte”, segundo o ex-mandatário, numa referência ao histórico de atritos bilaterais que começou com a Revolução Islâmica de 1979.

O tom apocalíptico do comunicado surpreendeu aliados ocidentais e gerou pedidos de cautela no Conselho de Segurança da ONU, órgão que tradicionalmente media crises no Oriente Médio.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, escreveu Trump, antes de desejar “Deus abençoe o grande povo do Irã!”.

Por que o Estreito de Ormuz é vital para o mundo

Com apenas 39 km de largura no ponto mais estreito, Ormuz responde por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente, de acordo com estimativas da U.S. Energy Information Administration (EIA). Qualquer bloqueio imediato dispararia o preço do barril e, segundo analistas, poderia cortar até 17 milhões de barris diários do mercado.

Historicamente, cada crise na região reflete em aumentos superiores a 10% no preço do petróleo Brent. Em 2019, ataques a navios petroleiros elevaram o barril em US$ 9 em menos de 24 h. Um confronto militar direto, alertam especialistas em segurança energética, teria repercussões ainda mais profundas, afetando inflação, frete marítimo e cadeias de suprimentos.

A retórica de “aniquilação” também desperta temores humanitários. O Irã possui população estimada em 86 milhões de pessoas, segundo o Banco Mundial. A Carta das Nações Unidas proíbe ameaças de genocídio, o que pode colocar Washington na linha de críticas legais internacionais.

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