- Ônibus com 37 passageiros tomba na CE-040 e causa pânico
- Foragido de homicídio em PE cai após operação policial no Cariri
- Tiroteio no Cariri: suspeito de 26 morto; pai e filho feridos
- Perda trágica: menina de 7 anos morre após carro sair da pista
- Míssil invade Zona Verde e atinge heliporto da embaixada dos EUA
Trump ameaça Canadá com tarifa de 100% após pacto com China
WASHINGTON, EUA – Em mensagem publicada neste sábado (24) na plataforma Truth Social, o presidente Donald Trump avisou que aplicará “tarifas de 100%” sobre todas as mercadorias canadenses vendidas nos Estados Unidos caso Ottawa consolide o recém-anunciado acordo comercial com Pequim, que prevê a redução de impostos para até 49 mil carros elétricos chineses.
- Em resumo: Trump sinaliza sobretaxa imediata se Canadá mantiver parceria com a China para veículos elétricos e canola.
Por que a ameaça de tarifa importa
Os Estados Unidos absorvem cerca de 75% das exportações canadenses; em 2025, o fluxo bilateral somou US$ 664 bilhões, segundo dados do Banco Central norte-americano. Uma tarifa de 100% elevaria o custo dos bens canadenses, afetando cadeias de suprimentos que vão de autopeças a produtos agrícolas.
Especialistas lembram que a medida também poderia tensionar o Acordo EUA-Canadá-México (USMCA), cuja revisão está marcada para 2026. Ao atacar o plano do primeiro-ministro Mark Carney, Trump sinaliza que o eixo “América-first” continua norteando sua política comercial.
“Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens”, escreveu Trump.
Parceria sino-canadense mira carros elétricos e agronegócio
A viagem de Carney a Pequim – a primeira de um líder canadense em oito anos – resultou na promessa de Pequim reduzir a tarifa sobre a canola de 84% para aproximadamente 15% até 1º de março, destravando US$ 3 bilhões em exportações agrícolas.
Em contrapartida, Ottawa derrubará de 100% para 6,1% o imposto sobre veículos elétricos chineses, com cota inicial de 49 mil unidades e expansão para 70 mil em cinco anos. A província de Ontário, coração da indústria automotiva canadense, critica o acordo por temer concorrência “desleal” de veículos subsidiados.

Para analistas, o movimento é estratégico: ao aprender com a cadeia chinesa, o Canadá tenta acelerar a criação de um polo doméstico de carros elétricos – mercado que deve dobrar de tamanho até 2030, impulsionado por metas globais de descarbonização.
O que você acha? A tarifação de 100% é medida justa ou ameaça desnecessária ao comércio norte-americano? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
