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Trump celebra dólar ‘ótimo’ enquanto moeda despenca
URBANDALE, Iowa – Na última terça-feira (27), Donald Trump classificou o dólar como “ótimo” mesmo com a divisa americana afundando ao menor patamar em quatro anos, movimento que pressiona mercados globais e pode inflar preços no mundo inteiro.
- Em resumo: índice do dólar toca 95,566, menor marca desde fevereiro de 2022, minutos após a fala do ex-presidente.
Por que a fala ecoa nos mercados?
A declaração ocorreu enquanto investidores já precificavam novos cortes de juros pelo Federal Reserve e temiam déficits fiscais crescentes. Segundo dados do Banco Central, moedas fortes costumam se desvalorizar quando juros futuros recuam e a dívida pública avança – exatamente o cenário atual nos EUA.
Diante do aval informal de Trump, traders intensificaram vendas, derrubando o índice que mede o dólar frente a euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.
“Não, eu acho ótimo, o valor do dólar… o dólar está indo muito bem”, respondeu Trump a um repórter, imediatamente antes da nova mínima.
Custos, benefícios e o efeito Brasil
Um dólar fraco barateia produtos dos EUA no exterior, ajudando exportadores e aliviando dívidas de países que tomam empréstimos na moeda. Por outro lado, encarece importações e pode adicionar pressão inflacionária doméstica, alerta o Standard Chartered.

Para o Brasil, o recuo tende a atrair capital estrangeiro a ativos locais, mas também pode reduzir a competitividade de commodities brasileiras em relação às americanas. Historicamente, cada 5 pontos no índice do dólar representam variação média de 3% nos preços de soja e milho, segundo série do USDA.
O que você acha? A desvalorização é oportunidade ou risco para a economia brasileira? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
