- Vídeo: carro arrasta moto e explode após briga em Fortaleza
- Ônibus com 37 passageiros tomba na CE-040 e causa pânico
- Foragido de homicídio em PE cai após operação policial no Cariri
- Tiroteio no Cariri: suspeito de 26 morto; pai e filho feridos
- Perda trágica: menina de 7 anos morre após carro sair da pista
Trump cobra ‘trilhões’ da OTAN e insiste na compra da Groenlândia
Davos, Suíça – Durante participação no Fórum Econômico Mundial, na última terça-feira (21), o ex-presidente norte-americano Donald Trump voltou a defender que os Estados Unidos “merecem retorno” pelos “trilhões de dólares” gastos na proteção militar da OTAN e da Europa, argumento que ele utiliza para pressionar uma eventual negociação pela Groenlândia, território autônomo sob administração da Dinamarca. Trump reiterou que não usará força militar, mas quer “sentar à mesa” para discutir a transferência da ilha.
- Em resumo: Trump associa investimentos militares dos EUA à exigência de conversas para anexar a Groenlândia.
Estratégia ou provocação política?
Ao discursar em Davos, o republicano afirmou que “ninguém pode defender aquele território como nós”, ligando a posição estratégica da ilha no Ártico à segurança do Ocidente. Segundo dados oficiais da OTAN, Washington responde por cerca de 70% dos gastos militares da aliança, volume que Trump classifica como desbalanceado.
Em 2019, o então presidente já havia oferecido à Dinamarca uma compra formal, resgatando proposta semelhante feita por Harry Truman em 1946, quando os EUA ofereceram US$ 100 milhões (em valores da época).
“Colocamos trilhões para proteger a Europa; agora queremos reconhecimento e negociação justa”, declarou Trump.
Por que a Groenlândia é tão cobiçada?
Com pouco mais de 56 mil habitantes, a Groenlândia guarda vastas reservas minerais – incluindo terras-raras – e localização privilegiada entre o Atlântico Norte e o Ártico. O degelo acelerado abre rotas marítimas que reduzem em até 40% o tempo de navegação entre EUA, Europa e Ásia, aumentando o valor geopolítico da ilha.
A Constituição dinamarquesa garante autonomia interna aos groenlandeses, mas a política externa e a defesa continuam sob Copenhague. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rebateu em Davos, classificando eventuais tarifas norte-americanas como “erro” e reforçando que “a soberania da ilha não está à venda”.

Especialistas lembram que qualquer cessão territorial exigiria aprovação do parlamento dinamarquês e, possivelmente, um referendo local – cenário considerado improvável diante das críticas internas e dos acordos internacionais que restringem mudanças unilaterais de fronteira.
O que você acha? A Dinamarca deve abrir diálogo ou recusar a proposta de Washington? Para acompanhar outras tensões diplomáticas, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
