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Trump impõe cessar-fogo relâmpago com Irã após pressão do Paquistão
Washington, D.C. – Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou a suspensão das ações militares contra o Irã por exatamente duas semanas, movimento que tenta conter a escalada no Golfo Pérsico e sinaliza abertura para negociações.
- Em resumo: Paralisadas por 14 dias, operações americanas dependem de avanços diplomáticos liderados pelo Paquistão para não serem retomadas.
Paquistão vira peça-chave no xadrez do Oriente Médio
De maneira incomum, Islamabad atuou como mediador direto entre Washington e Teerã, enviando emissários militares e diplomáticos para viabilizar o acordo de pausa. Segundo diplomatas paquistaneses, a prioridade é evitar bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia.
Fontes da Casa Branca afirmam que a adesão do Irã ao cessar-fogo será monitorada “hora a hora” por satélites e por aliados regionais, enquanto Trump condicionou a extensão da trégua à libertação de prisioneiros norte-americanos detidos em solo iraniano.
“O entendimento foi construído com intenso esforço diplomático e visar evitar perdas desnecessárias de vidas”, escreveu Trump na publicação.
O que muda para a economia global – e para o Irã
A interrupção das ofensivas reduz, ainda que temporariamente, o risco de disparada nos preços do barril de petróleo, que na última semana chegaram a subir 6% em meio aos temores de conflito. Para o Irã, já afetado por sanções que cortaram em até 80% suas exportações de óleo desde 2018 (IEA), a trégua representa alívio momentâneo e a chance de retomar diálogos sobre o acordo nuclear.

Especialistas lembram, porém, que o histórico entre EUA e Irã é marcado por quebras sucessivas de confiança: desde a saída norte-americana do JCPOA até confrontos pontuais como o ataque ao general Qassem Soleimani, em 2020. Se a mediação paquistanesa falhar, analistas do Council on Foreign Relations alertam para possível retomada imediata das hostilidades.
O que você acha? A trégua deve prosperar ou é apenas um “respiro” tático? Para acompanhar outras viradas geopolíticas, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
