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Trump mira Ormuz e ameaça ‘fim do Irã’; 20% do petróleo passa ali
WASHINGTON, D.C. – Em meio à escalada dos preços do barril, que beiraram US$ 120 na última segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que “pensa seriamente” em assumir o controle militar do Estreito de Ormuz, corredor por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente.
- Em resumo: Trump quer evitar nova disparada nos combustíveis e avisa que qualquer ação iraniana resultará no “fim” do país.
Por que o estreito virou alvo estratégico?
Localizado entre Irã e Omã, Ormuz é a principal válvula de escoamento do Golfo Pérsico. Aproximadamente 21 milhões de barris por dia passaram pela rota em 2025, de acordo com a Agência Internacional de Energia, atendendo Ásia, Europa e Américas.
Com a guerra envolvendo Irã, Israel e forças norte-americanas, Teerã voltou a ameaçar bloquear o estreito, cenário capaz de derrubar bolsas e pressionar governos em ano eleitoral nos EUA.
“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, advertiu Trump em entrevista à CBS News.
Impacto direto no bolso e na geopolítica
Especialistas lembram que cada variação de US$ 10 no preço do barril adiciona cerca de 0,4 ponto percentual à inflação global. Nos EUA, o custo médio do galão de gasolina já subiu 30% desde janeiro, elevando a desaprovação presidencial.

Historicamente, Washington mobiliza frotas para garantir a navegação em Ormuz. A última grande escolta ocorreu na guerra Irã-Iraque (1980-1988), quando petroleiros sofreram mais de 500 ataques registrados.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
