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Trump pressiona petroleiras a manter rota em Ormuz sob risco
WASHINGTON, EUA – Em plena escalada de tensão com Teerã, o presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (11) que as grandes companhias de petróleo “devem” continuar atravessando o Estreito de Ormuz, mesmo após relatórios de inteligência indicarem que o Irã estaria colocando minas navais na passagem por onde flui cerca de 20% do petróleo mundial.
- Em resumo: Trump promete resposta militar “sem precedentes” se minas não forem removidas e exige que navios mantenham a rota.
Por que Ormuz continua irrenunciável para o mercado?
Além de conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, o Estreito de Ormuz é corredor vital para exportações que abastecem a Ásia, a Europa e as Américas. Segundo a série histórica de preços do Banco Central, cada variação de US$ 10 no barril de petróleo impacta diretamente a balança comercial dos EUA em até US$ 34 bilhões ao ano.
A tensão atual foi disparada após a CBS News revelar que o Irã pode ter um estoque de 6 mil minas marítimas, capazes de paralisar temporariamente a passagem onde circulam, em média, 50 petroleiros por dia.
“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, advertiu Trump, relembrando que os EUA “destruíram 10 barcos” iranianos supostamente usados para minagem.
Risco calculado ou aposta perigosa?
Especialistas recordam que, durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), ataques a navios no mesmo estreito forçaram Washington a escoltar petroleiros – operação que custou ao contribuinte americano mais de US$ 3 bilhões em valores de hoje. Uma intervenção semelhante agora poderia impulsionar ainda mais o preço já próximo de US$ 120 o barril, patamar que pressiona inflação e, consequentemente, o pleito presidencial de novembro nos EUA.

O Irã, por sua vez, classifica a rota como “fechada” desde a última semana, testando os limites do direito internacional de passagem. Embora nunca tenha mantido o bloqueio por longos períodos, cada ameaça é suficiente para agitar bolsas e moedas emergentes.
E você? Acredita que manter navios em Ormuz é estratégia ou temeridade? Participe do debate; visite nossa editoria Mundo para acompanhar os desdobramentos.
Crédito da imagem: Divulgação / AP
