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Trump prevê corte de 35 pontos em tarifas de derivados de aço
WASHINGTON, EUA – Em decreto que pode sair já nesta quinta-feira (2), o ex-presidente Donald Trump pretende manter a alíquota de 50% sobre aço e alumínio “brutos”, mas reduzir para 15%-25% a cobrança sobre produtos manufaturados com esses metais, simplificando o cálculo para importadores e sacudindo o comércio global.
- Em resumo: Derivados de aço e alumínio podem ficar até 35 pontos percentuais mais baratos para entrar nos EUA.
Por que agora? A lógica por trás do recuo
Fontes citadas pela agência Reuters apontam que a Casa Branca quer trocar a taxação fracionada – calculada só sobre a parte metálica de cada item – por uma alíquota menor aplicada ao valor total do produto. A medida, além de agilizar a liberação alfandegária, pode aliviar pressões inflacionárias internas, algo crucial em ano eleitoral.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, as importações norte-americanas de bens de capital voltaram a subir 6,8% em 2025, movimento atribuído, em parte, às tarifas punitivas impostas desde 2024.
“O objetivo é tornar o sistema mais simples”, revelou uma fonte da administração ao Wall Street Journal, antecipando que equipamentos industriais podem ter alíquota mínima de 15%.
Impacto direto no Brasil e no bolso das siderúrgicas
Para o Brasil, quarto maior exportador de aço para os EUA, a mudança tem efeito duplo. De um lado, itens que já enfrentavam taxa cheia de 50% podem ganhar competitividade. De outro, o aço bruto continua sujeito a cotas rígidas: volumes que excedem o limite seguem pagando 25%, enquanto o alumínio permanece com tarifa base de 10%.
Em valores de 2025, US$ 2,6 bilhões em vendas brasileiras migraram para a chamada Seção 232, equiparando-se aos concorrentes globais, conforme afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin no Congresso. Mesmo assim, mais da metade das remessas nacionais ainda sente o peso do protecionismo norte-americano.

Especialistas lembram que a Suprema Corte limitou, em fevereiro, o poder do presidente de impor tarifas unilaterais. Trump, no entanto, sustenta que a Lei de 1977 lhe garante “flexibilidade extraordinária” em temas de segurança econômica – argumento que deve voltar a ser testado nos tribunais.
O que você acha? A redução pode realmente impulsionar as exportações brasileiras ou só muda o jogo para os derivados? Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
