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Trump surpreende e dobra tarifa da Coreia do Sul para 25%
Washington, DC – Na última segunda-feira (26), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que as tarifas de importação sobre produtos da Coreia do Sul subirão de 15% para 25%, atingindo de automóveis a fármacos e madeira. A medida, divulgada pelas redes sociais, pressiona Seul por atrasos na ratificação de um acordo de US$ 350 bilhões.
- Em resumo: aumento imediato de 10 pontos percentuais nos impostos de entrada para itens-chave sul-coreanos.
Por que agora? Entenda a escalada tarifária
Trump justificou a decisão alegando que o Legislativo sul-coreano “não cumpriu” o pacto comercial firmado em 2025. O movimento faz parte de uma estratégia recorrente do republicano, que utiliza tarifas como alavanca de negociação desde o início de seu segundo mandato. Em nota, a Casa Azul — sede do governo em Seul — disse não ter sido oficialmente notificada sobre o reajuste.
A leitura de analistas é que o anúncio mira o cronograma de investimentos prometidos por Seul nos Estados Unidos. Se concretizada, a injeção de capital ultrapassaria a marca anual de US$ 20 bilhões e poderia gerar pressão sobre o won, moeda que já opera nos menores patamares desde a crise de 2008. De acordo com dados do Banco Central, choques tarifários costumam ampliar a volatilidade cambial e encarecer linhas de crédito internacionais.
“É apenas mais um lembrete de que os mercados estavam errados ao acreditar que entraríamos em um período de estabilidade tarifária em 2026”, avaliou Josh Lipsky, do Atlantic Council.
Impacto imediato e riscos a médio prazo
Além de encarecer carros e eletrônicos importados nos EUA, o salto de 25% pode desalinhar cadeias de suprimentos globais. A Coreia do Sul é a 10ª maior economia do planeta e conta com o mercado norte-americano para escoar fatia relevante de seus semicondutores, aço e veículos.

Economistas alertam que uma retaliação de Seul não está descartada, o que abriria nova frente de tensão em um cenário já marcado por disputas comerciais com a China e pela revisão de acordos na Europa. A Suprema Corte dos EUA, que analisa a legalidade de tarifas unilaterais, deverá ser pressionada a acelerar um veredicto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
