São Paulo/SP – Ícone máximo do basquete nacional, Oscar Schmidt teve seus bastidores revelados após a morte, quando o filho Felipe abriu o acervo familiar e descreveu o árduo último ano marcado por um tumor cerebral de grau 4.
- Em resumo: Terceira cirurgia deixou sequelas, e família escolheu despedida íntima para poupar a mãe do ex-jogador.
Acervo familiar expõe lances históricos e prêmios raros
Nas prateleiras, Felipe guarda bolas autografadas, medalhas pan-americanas e até a camisa 14 usada nos 46 pontos contra os EUA em 1987. O material será digitalizado e, segundo ele, poderá virar exposição itinerante. A iniciativa segue a tendência mundial de preservação de memória esportiva, prática endossada pelo Museu do Futebol, que recomenda digitalizar coleções para acesso público.
Além de encantar fãs, o acervo reforça a marca de 49 737 pontos anotados por Oscar em 32 anos de carreira — número que ainda supera o recorde da NBA.
“Desde então, ele já não voltou a ser o mesmo”, relembrou Felipe sobre o período pós-operação.
Tumor agressivo mudou rotina e acelerou despedida
Oscar foi diagnosticado com um glioblastoma, tumor que, segundo dados do INCA, responde por 60% dos cânceres cerebrais de alto grau e tem sobrevida média de 15 meses. A terceira cirurgia, realizada no hemisfério oposto às anteriores, comprometeu a cognição e a mobilidade do ex-ala.
Para proteger Maria Cristina, esposa do atleta há 40 anos, a família optou por uma cerimônia restrita. Especialistas em luto defendem rituais personalizados para minimizar o desgaste emocional de cuidadores, grupo que apresenta risco 20% maior de depressão segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
O que você acha? A digitalização do acervo deve ser aberta ao público ou mantida na família? Para mais histórias que movem o esporte, acesse nossa editoria especializada.
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