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Último adeus a Juca de Oliveira aos 91 anos choca ícones
São Paulo – A morte de Juca de Oliveira, confirmada em 21 de março, provocou uma onda de comoção entre veteranos da dramaturgia e fãs que acompanharam seis décadas de sua carreira.
- Em resumo: Ícones como Ary Fontoura e Adriane Galisteu destacam a lacuna histórica deixada pelo ator de 91 anos.
Bastidores da repercussão nas redes
Minutos após a divulgação do falecimento, timelines foram tomadas por homenagens. Adriane Galisteu descreveu o colega como “o último dos moicanos” e celebrou o “privilégio de aprender” com ele. Já Ary Fontoura, aos 93 anos, afirmou que o amigo “levou um pedaço do nosso palco, da nossa história”.
Juca estava internado desde 13 de março em um hospital paulistano. Entre gravações e ensaios, o ator acumulou mais de 40 novelas, 30 peças e participações marcantes no cinema, segundo a enciclopédia Itaú Cultural.
“Que a eternidade te receba com aplausos”, escreveu Ary Fontoura, reforçando o tom de despedida que dominou a classe artística.
Legado que atravessa gerações
Formado em engenharia antes de se render aos palcos, Juca surgiu na TV Tupi em 1957 e ganhou projeção nacional ao protagonizar “O Pagador de Promessas” na década de 1960. Nos anos 1990, virou sinônimo de elegância ao viver vilões charmosos em tramas globais.
Seu tempo de carreira – cerca de 65 anos – supera em quase quatro décadas a média de permanência dos atores nas telas brasileiras. Para efeito de comparação, a expectativa de vida no Brasil, segundo o IBGE, é de 76,3 anos; Juca ultrapassou a marca, permanecendo ativo até pouco antes da internação.

Além do trabalho artístico, o ator era conhecido por incentivar a formação de novos talentos, mantendo oficinas de interpretação em São Paulo. Para especialistas, essa ponte entre gerações ajuda a explicar a velocidade com que sua morte ecoou entre colegas nascidos já na era do streaming.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
