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Último aval de Bambaataa deu vida a ‘Tambor’ de Fernanda Abreu
RIO DE JANEIRO – Pouco antes de morrer em 9 de abril de 2026, a lenda do hip hop Afrika Bambaataa já havia deixado uma marca profunda na música brasileira: seu “sim” para que Fernanda Abreu gravasse a faixa “Tambor”, lançada no álbum “Amor geral”, há exatos dez anos.
- Em resumo: aval do pioneiro do hip hop selou a mistura de samba-funk que impulsionou a carreira da cantora carioca.
Por que o aval de Bambaataa era tão valioso?
Nascido no Bronx, Bambaataa transformou a cultura de ruas novaiorquinas ao fundir batidas eletrônicas com funk nos anos 1980. Esse prestígio internacional tornou-se selo de autenticidade para quem quisesse dialogar com o hip hop. Quando ouviu a demo de “Tambor”, ele aprovou de imediato e gravou palavras de ordem que abriram a faixa. Segundo a Rolling Stone, o DJ era criterioso: raramente participava de projetos fora dos EUA.
A parceria ganhou clipe filmado na comunidade de Tavares Bastos, no Rio, em 2018. A presença do DJ no set causou comoção local e simbolizou a ponte Bronx-Zona Sul: batucadas, breakdancers e o inconfundível timbre de Bambaataa selaram o encontro.
“Foi um aval entusiástico ao batuque samba-funk da garota carioca suingue sangue bom”, registrou a época a própria Fernanda.
Impacto no funk carioca e nos streamings
Naquele momento, o funk ainda buscava espaço nos grandes palcos. Após o lançamento, “Tambor” entrou em playlists de destaque e apresentou Fernanda a novas gerações. De acordo com o Global Music Report 2024 do IFPI, o streaming já responde por 85 % da receita fonográfica brasileira, com funk e hip hop liderando as execuções – cenário favorecido pela chancela de nomes como Bambaataa.

Hoje, a faixa ultrapassa 5 milhões de plays nas plataformas e é estudo de caso em cursos de produção musical que analisam fusões entre ritmos afro-brasileiros e beats eletrônicos.
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Crédito da imagem: Divulgação





