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Um milhão de brasileiros já trava conta falsa com BC Protege+
BRASÍLIA – Lançado em dezembro do ano passado, o BC Protege+ soma 716 mil adesões até quinta-feira (15) e, mantido o ritmo de 18 mil novos cadastros diários, deve ultrapassar 1 milhão de ativações antes do fim de janeiro, projeta o Banco Central. Ao permitir que o cidadão bloqueie a abertura de contas em seu nome, a ferramenta mira diretamente golpes de identidade que movimentam bilhões no país.
- Em resumo: serviço gratuito cresce 18 mil usuários por dia e cria uma barreira legal contra contas bancárias fraudulentas.
Como o bloqueio funciona — e por que os bancos já sentem o impacto
Ao ativar o BC Protege+, o CPF do usuário entra em uma base consultada obrigatoriamente por todas as instituições financeiras antes de abrir qualquer conta. O bloqueio pode ser suspenso, de forma temporária, quando o próprio titular desejar, ação registrada em um histórico disponível na plataforma. O mecanismo segue as normas de prevenção a fraudes do Banco Central.
Além disso, o sistema exibe dois relatórios: um com as ativações e desativações feitas pelo usuário e outro com todas as consultas realizadas pelos bancos ao status do CPF, ampliando a transparência para o correntista.
“O BC PROTEGE+ é, ao mesmo tempo, um serviço para cidadãos e um serviço que contribui para promoção da integridade do sistema financeiro”, afirmou a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Izabela Correa.
Fraudes em escala: por que a meta de 1 milhão importa
Somente em 2023, mais de 6,7 milhões de tentativas de fraude de identidade foram identificadas pelos bancos brasileiros, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Estima-se que o prejuízo potencial supere R$ 1 bilhão por ano, e 90% das investidas ocorrem em canais digitais.

Com a expansão do Protege+, o BC aposta em reduzir riscos de crimes financeiros e reforçar a confiança no sistema, alinhando-se às diretrizes da Lei Complementar 105/2001 sobre sigilo bancário. Especialistas avaliam que o engajamento inicial indica forte adesão da população às ferramentas de autodefesa digital.
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Crédito da imagem: Divulgação
