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Universitário de 21 anos desaparece e é achado morto em açude
Umirim/CE – A tarde de lazer no açude Caxitoré terminou em tragédia quando o estudante de Medicina Veterinária Davi Braga, 21, submergiu e não voltou mais à superfície. Horas depois, equipes de resgate confirmaram o pior cenário, acendendo um alerta para o aumento de afogamentos em reservatórios cearenses.
- Em resumo: Jovem desapareceu diante de amigos e foi encontrado já sem vida pelo Corpo de Bombeiros.
Como o afogamento aconteceu e a corrida por socorro
Davi aproveitava o domingo com colegas quando, segundo testemunhas, tentou atravessar uma área mais profunda do açude e se perdeu na água. Os amigos acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, que iniciou buscas com apoio de moradores locais.
A operação durou cerca de duas horas até que mergulhadores localizaram o corpo. Dados do Atlas da Violência 2023 apontam que mortes por causas externas – incluindo afogamentos – são a quarta maior razão de óbitos entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, reforçando o caráter evitável desse tipo de acidente.
“O açude atrai muitos banhistas, mas pouca gente conhece as áreas de fundo irregular”, explicou um bombeiro que participou da ocorrência.
Impacto na comunidade universitária e estatísticas preocupantes
Davi cursava Medicina Veterinária no Centro Universitário Inta (UNINTA), que decretou três dias de luto oficial. Colegas relatam que ele era conhecido pelo engajamento em projetos de bem-estar animal.
Conforme levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, o Ceará registrou, em média, um afogamento fatal a cada três dias em 2022, número que tende a crescer no período de férias escolares quando açudes e praias ficam mais cheios.

Especialistas ressaltam a importância de sinalização adequada, uso de coletes e campanhas educativas contínuas, sobretudo em municípios do interior onde o acesso a salva-vidas é limitado.
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Crédito da imagem: Divulgação
