Cupertino, Califórnia - Na última segunda-feira (20), a Apple confirmou que Tim Cook deixará o comando em 1º de setembro de 2026. O posto de CEO passará a John Ternus, engenheiro que liderou projetos como iPad, AirPods e a recente família iPhone 17. A mudança mira um novo ciclo de inovação, enquanto a companhia administra o desafio de manter o crescimento que elevou seu valor de mercado a mais de US$ 4 trilhões.
- Em resumo: Engenheiro de hardware sobe ao cargo máximo; Cook assume presidência do conselho.
Dos bastidores do iPhone ao topo da gigante
Ternus entrou na Apple em 2001, ainda na equipe de design de produtos. Duas décadas depois, coleciona no currículo o salto de desempenho do Mac, o primeiro MacBook Neo e uma série de iPhones que venderam mais de 3,1 bilhões de unidades, segundo dados da Counterpoint Research.
Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, o futuro CEO é apontado internamente como peça-chave para a transição da Apple rumo a materiais mais sustentáveis, como alumínio 100% reciclado e titânio impresso em 3D.
“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora e criativa”, declarou Tim Cook no comunicado oficial que confirmou a sucessão.
O que muda para a Apple e para o mercado
A troca de comando ocorre quando rivais investem pesado em inteligência artificial generativa. Analistas do mercado de capitais lembram que, sob Cook, a receita anual saltou de US$ 108 bilhões (2011) para mais de US$ 416 bilhões (2025). Manter o ritmo exigirá lançamentos capazes de impactar a cultura digital, como o iPhone em 2007 ou o Apple Watch em 2015.
A experiência de Ternus em durabilidade e reparabilidade pode ganhar peso adicional diante de legislações que pressionam a indústria por menor pegada de carbono. Na União Europeia, por exemplo, o “direito ao reparo” já impacta cronogramas de produtos e margens de lucro em todo o setor.
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