Pretória, África do Sul - A ofensiva para recolocar o país no calendário da Fórmula 1 esbarrou em custos de até US$ 10 milhões para modernizar Kyalami, mas o governo garante que não desistiu, mesmo com a Turquia já fechando contrato de cinco anos e deixando poucas datas livres até 2029.
- Em resumo: Sem verba imediata, projeto sul-africano depende de patrocinadores e lobby presidencial para sobreviver.
Por que o retorno ficou mais caro?
A Federação Internacional de Automobilismo exige homologação Grau 1 para pistas de F1. Em Kyalami, isso significa reformar áreas de escape, boxes e sistemas de segurança, um pacote avaliado entre US$ 5 e 10 milhões. Segundo dados da Anfavea, grandes eventos automobilísticos costumam injetar até R$ 300 milhões na economia local, mas o investimento inicial precisa estar garantido pelos organizadores.
Além das obras, a África do Sul ainda teria de arcar com a taxa de promoção cobrada pela F1, estimada em US$ 25 milhões anuais, valor que hoje é subsidiado por governos ou capitais privados em outros países anfitriões.
“No próximo ano, definitivamente não. Subestimamos o que é necessário para sediar um evento da F1”, reconheceu o ministro do Esporte, Gayton McKenzie, à emissora ENCA.
Calendário apertado, Turquia na frente
Com a confirmação do retorno de Istambul a partir de 2026, restam poucas janelas disponíveis. Liberty Media, dona da F1, limita o campeonato a cerca de 24 etapas por ano. Nomes como Madrid, Las Vegas e Catar já firmaram contratos longos, elevando a concorrência.
Para ganhar força política, o presidente Cyril Ramaphosa planeja visitar um GP ainda este ano e negociar diretamente com executivos da categoria. Especialistas lembram que a última corrida africana, em 1993, gerou forte exposição internacional: a audiência global da F1 ultrapassa 1,5 bilhão de visualizações por temporada, segundo relatório oficial da categoria.
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