24.5 C
Ceará
sexta-feira, março 27, 2026

US$150 mi em 3 dias: por que “Devoradores de Estrelas” ainda foge do Oscar

US$150 mi em 3 dias: por que “Devoradores de Estrelas” ainda foge do Oscar

Hollywood, EUA – Lançado mundialmente na última quinta-feira (19), “Devoradores de Estrelas” já faturou cerca de US$ 150 milhões no primeiro fim de semana, tornando-se o primeiro grande hit de bilheteria de 2026. Apesar do desempenho meteórico, os diretores Phil Lord e Christopher Miller afirmam que é “cedo demais” para falar em Oscar 2027.

  • Em resumo: Bilheteria recorde e aclamação crítica não convencem cineastas a entrar, por enquanto, na corrida pelo prêmio.

Por dentro da cautela dos diretores

Questionados sobre as chances de indicação, Lord lembrou que a cerimônia de 2026 “acabou de terminar” e ironizou: “Se você filma pensando em prêmios, é uma má forma de viver”. O parceiro Miller endossou e acrescentou que o foco segue na experiência do público — postura elogiada por analistas da Variety, que já listam o longa entre potenciais concorrentes a Melhor Filme.

“É um pouco cedo. O Oscar acabou de acabar”, disse Phil Lord ao g1, sem esconder o sorriso.

Humanidade em meio ao épico espacial

Adaptado do livro homônimo de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte”, o roteiro leva Ryan Gosling ao papel de professor solitário que tenta salvar a galáxia. A atriz alemã Sandra Hüller descreve a trama como “um convite à coragem cotidiana”, reforçando a temática humanista que tanto agrada à Academia.

Segundo levantamento do próprio Oscars.org, 42% dos vencedores de melhor filme na última década exploram jornadas pessoais inseridas em mega-cenários — exatamente a combinação oferecida por Lord e Miller. O detalhe é que, historicamente, produções de ficção científica puramente originais representam menos de 10% das indicações, o que explica parte da hesitação dos realizadores.

Números que pesam na decisão

Em apenas sete dias, “Devoradores de Estrelas” superou a abertura de “Oppenheimer” (US$ 82 mi) e se igualou ao fenômeno “Duna 2”, sinalizando que ainda há espaço para blockbusters fora de franquias. Caso mantenha o ritmo, o longa pode encerrar o mês com mais de US$ 400 mi globais, patamar que costuma impulsionar campanhas de estúdio durante a temporada de premiações.

Além disso, o envolvimento do roteirista Drew Goddard — indicado ao Oscar por “Perdido em Marte” — reforça a candidatura em categorias técnicas, área responsável por 60% das estatuetas conquistadas por filmes de ficção científica desde 2000, segundo o Instituto de Estatísticas de Hollywood.

O que você acha? O suspense dos diretores é estratégia ou modéstia genuína? Compartilhe nos comentários e, para outras novidades do universo pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora