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Meta avalia cortar 16 mil empregos para bancar avanço em IA
Menlo Park, Califórnia – A Meta Platforms pode demitir até 20% dos seus quase 79 mil funcionários, segundo fontes ouvidas pela Reuters, numa corrida para liberar caixa e sustentar a infraestrutura de inteligência artificial que deve consumir US$ 600 bilhões até 2028.
- Em resumo: demissões podem ultrapassar 16 mil vagas para cobrir custos de data centers e chips de IA.
A conta bilionária da IA chegou
A possível reestruturação foi discutida por executivos de alto escalão e, embora ainda sem data, já mobiliza líderes de equipes a desenhar cortes. O porta-voz Andy Stone classificou a movimentação como “especulações sobre abordagens teóricas”. Ainda assim, analistas veem coerência: em 2023, a Meta gastou mais de US$ 30 bi em capex e planeja escalar servidores H100 da Nvidia em ritmo recorde. Segundo o Banco Central, o setor de tecnologias da informação liderou o investimento estrangeiro no Brasil em 2023, sinal de que a disputa por infraestrutura é global.
A demissão em massa seria a maior desde o “ano da eficiência” (2022-2023), quando 21 mil posições foram eliminadas. Agora, a aposta é que ferramentas generativas permitam que equipes menores gerem igual – ou maior – produtividade.
“Trata-se de especulações sobre abordagens teóricas”, disse Andy Stone, porta-voz da Meta.
Efeito dominó no Vale do Silício
O movimento ecoa cortes na Amazon (16 mil vagas) e na fintech Block, que reduziu quase metade do quadro. Para especialistas, o gatilho comum é a convicção de que modelos de IA conseguem substituir rotinas inteiras de engenharia, marketing e atendimento.
Na própria Meta, Mark Zuckerberg já exaltou “projetos que exigiam grandes equipes sendo tocados por uma única pessoa muito talentosa”. A empresa quer evitar nova crise reputacional: falhas no Llama 4 e o cancelamento do modelo Behemoth minaram a confiança de investidores, que agora aguardam o sucessor batizado de Avocado.

Enquanto isso, o mercado de trabalho de tecnologia mostra sinais de tensão. O site Layoffs.fyi registrou mais de 260 mil cortes no setor em 2023, volume quatro vezes maior que na pandemia. Com o avanço da automação, consultorias preveem que funções de suporte, conteúdo e code review serão as primeiras a encolher.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
