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segunda-feira, março 16, 2026

Vendedor ambulante preso por torturar esposa no Cariri

Vendedor ambulante preso por torturar esposa no Cariri

Tortura de esposa no Cariri – Um vendedor ambulante de 23 anos foi capturado no interior da Paraíba acusado de manter a companheira refém, agredi-la e ferir o enteado de 14 anos em Barro, região do Cariri cearense.

O crime ocorreu em 24 e 25 de dezembro, quando José Rodrigues Neres Filho obrigou a mulher a segui-lo até um matagal, onde a espancou, tentou asfixiá-la e cortou seus cabelos com uma faca. O adolescente foi atingido nas costas por golpes de corda ao tentar intervir.

Como a polícia localizou o suspeito

Após o ataque, o suspeito fugiu e passou a enviar mensagens ameaçando “terminar o serviço”. Investigadores da Delegacia Municipal de Barro rastrearam os contatos telefônicos até Santa Helena (PB), onde ele foi detido nesta semana com apoio da Polícia Civil paraibana.

Segundo a ocorrência, ele já havia sido preso em flagrante por violência doméstica em março de 2023, quando agrediu as mesmas vítimas e incendiou roupas da companheira. O histórico inclui ainda ato infracional por furto qualificado, cometido aos 17 anos em Aurora.

Violência doméstica em números

Crueldades como as sofridas pela família em Barro correspondem a um problema recorrente no Ceará. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o estado registrou mais de 24 mil denúncias de lesão corporal decorrente de violência doméstica em 2022, uma média de 66 casos por dia.

A Lei Maria da Penha prevê prisão preventiva para autores de tortura, cárcere privado e ameaças contra mulheres. Canais como o Disque 180 funcionam 24 horas e recebem denúncias anônimas, orientando vítimas e testemunhas sobre medidas protetivas.

Próximos passos do processo

O suspeito foi transferido para a unidade prisional de Juazeiro do Norte, onde responderá por tortura, lesão corporal qualificada e descumprimento de medida protetiva. A Polícia Civil seguirá ouvindo testemunhas e analisando celulares apreendidos para comprovar as ameaças enviadas após a fuga.

Os investigadores também avaliarão se o adolescente precisa de atendimento psicológico, previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em casos de violência familiar.





No fim da ocorrência, a corporação reforçou que vizinhos e parentes podem denunciar situações semelhantes de forma sigilosa. Para outros registros policiais e atualizações do Cariri, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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