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Venezuela acusa EUA de ataque militar, diz TV estatal
Venezuela acusa EUA de ataque militar – Na madrugada de sábado (3), a emissora estatal venezuelana transmitiu um comunicado oficial no qual o governo de Nicolás Maduro afirma que os Estados Unidos teriam lançado “uma ação de caráter militar” contra o território do país sul-americano.
O texto lido em rede nacional classificou o suposto episódio como “grave violação da soberania” e pediu mobilização da população e dos aliados internacionais.
Conteúdo do comunicado oficial
Durante pouco mais de três minutos, o porta-voz do Ministério da Comunicação relatou que aeronaves não identificadas violaram o espaço aéreo venezuelano e realizaram “disparos de advertência” perto da fronteira noroeste.
O governo anunciou a ativação imediata do “Plano República”, protocolo que autoriza o emprego conjunto das Forças Armadas e de milícias civis em caso de ameaça externa. Segundo Caracas, não há registro de vítimas ou danos relevantes.
Reação internacional e contexto regional
Até o momento, Washington não se pronunciou sobre as acusações. Analistas lembram que, desde 2019, as relações entre os dois países se deterioraram após sanções econômicas impostas pelos EUA e contestação ao processo eleitoral venezuelano. Em dezembro passado, um relatório da BBC apontou que a presença militar americana no Caribe aumentou 15% em um ano.
Números do Instituto de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI) mostram que a Venezuela destinou cerca de US$ 2,9 bilhões ao setor de defesa em 2022, enquanto os EUA mantêm o maior orçamento militar do mundo, superior a US$ 800 bilhões.
Próximos passos
O Ministério das Relações Exteriores venezuelano informou que pedirá uma reunião de emergência na Organização das Nações Unidas para tratar do caso. Já especialistas em direito internacional ressaltam que, sem provas materiais, a denúncia pode ficar restrita ao campo diplomático.

A chancelaria também solicitou apoio da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA) e reforçou o convite a observadores independentes para verificar a fronteira.
Em nota paralela, o Alto Comando Militar disse manter as unidades “em máximo estado de alerta” e aconselhou a população a “seguir as fontes oficiais” para evitar rumores.
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Crédito da imagem: Divulgação
