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Venezuela aprova anistia geral a presos políticos desde 1999
CARACAS – Em anúncio que altera o tabuleiro político interno, a presidente interina Delcy Rodríguez encaminhou à Assembleia Nacional um projeto de lei que concede anistia a todos os presos, processados ou condenados por crimes de natureza política no país desde 1999, além de determinar o encerramento do centro de detenção Helicoide.
- Em resumo: proposta busca libertar opositores, zerar processos e fechar o Helicoide, símbolo de denúncias de tortura.
Por que a medida chega agora
O texto surge em meio a pressão internacional por melhorias nos direitos humanos. Segundo relatório da Amnesty International, ao menos 268 venezuelanos eram considerados presos políticos no fim de 2023. A anistia pretende esvaziar esse número e sinalizar abertura para diálogo antes das eleições presidenciais previstas para 2024.
Políticos da oposição veem o projeto como “passo necessário, mas ainda insuficiente” para garantir eleições livres. Já governistas argumentam que a lei reflete “compromisso com a reconciliação nacional”.
“Encaminhamos à Assembleia Nacional uma anistia geral para todos os condenados ou processados por motivos políticos desde 1999”, destacou Delcy Rodríguez ao anunciar o texto.
Impacto sobre o sistema carcerário e a oposição
Se aprovada, a lei extinguirá penas, mandados de prisão e medidas cautelares, além de proibir novas ações judiciais com base nos mesmos fatos. O ponto mais simbólico é o fechamento do Helicoide, complexo administrado pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e alvo de repetidas denúncias de violações de direitos humanos apresentadas à ONU.

Especialistas lembram que outras anistias foram anunciadas em 2007 e 2014, mas não impediram novas detenções. Para o constitucionalista José Ignacio Hernández, o sucesso agora dependerá de mecanismos de verificação independentes e de mudanças estruturais no Judiciário.
O que você acha? A anistia venezuelana realmente abrirá caminho para eleições livres ou é apenas gesto político? Para acompanhar outras pautas internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
