MIAMI, EUA - Às vésperas do GP de Miami, Max Verstappen classificou como “retoques” as mudanças de regulamento aplicadas pela Fórmula 1. Para o tetracampeão, a intervenção da FIA ainda não libera um estilo de pilotagem mais agressivo nem equilibra o grid, mas o avanço no diálogo com dirigentes acende esperança para 2025.
- Em resumo: Verstappen vê ajustes como simbólicos, embora elogie a abertura de conversas com FIA e F1.
Por que as alterações ainda decepcionam
As novidades aprovadas pretendem diminuir a turbulência aerodinâmica e aproximar os carros, segundo documentos oficiais da FIA. Mesmo assim, Verstappen afirma que o pacote não altera de forma relevante a dinâmica de ultrapassagens.
O holandês aponta que, sem mudanças estruturais em itens como difusores, asas e pisos, a categoria seguirá dependente do DRS e presa a corridas de ritmo “controlado”.
“Com as mudanças feitas, é mais como um pequeno ajuste. No fim das contas, é um esporte muito complexo e político. Todo mundo tentou fazer algo, mas não vai mudar o mundo”, disse Verstappen.
Contexto e impacto para 2025
O debate sobre regras ganhou força depois de 2023, ano em que Verstappen venceu 19 das 22 provas e a Red Bull liderou 86% das voltas, de acordo com o banco de dados oficial da F1. Essa dominância preocupa promotores, já que, segundo relatório anual da categoria, 35% dos fãs apontam “previsibilidade” como principal motivo de desinteresse.
Para 2025, o grupo de trabalho da FIA estuda rever a distribuição de peso mínimo, padronizar suspensões ativas e limitar ainda mais o fluxo de combustível — iniciativas que podem reduzir diferenças de desempenho e retomar a média histórica de 45 ultrapassagens por corrida registrada entre 2010 e 2016.
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