Veto a Kanye West derruba festival e afugenta grandes marcas
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Veto a Kanye West derruba festival e afugenta grandes marcas
Londres – Ao recusar, em 7 de abril de 2026, a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) solicitada por Kanye West, o Ministério do Interior britânico desencadeou uma reação em cadeia que terminou com o cancelamento do Wireless Festival e a fuga de patrocinadores estratégicos.
- Em resumo: Sem a entrada do rapper, o festival foi cancelado e os ingressos serão reembolsados.
Por que o governo barrou o rapper?
Em nota enviada à BBC, o ministério alegou que a presença de West “não seria do interesse do bem público”. A legislação de imigração do Reino Unido autoriza o veto quando há risco de promoção de discurso de ódio ou ameaça à ordem pública. Segundo dados oficiais, o país registrou mais de 3,400 crimes de ódio antijudaicos em 2025 — o maior número já compilado pelo Home Office, de acordo com relatórios da BBC.
O rapper acumula declarações antissemitas desde 2022, incluindo elogios a Adolf Hitler e a venda de itens com suásticas. Apesar de um pedido público de desculpas publicado no Wall Street Journal, ele continua sofrendo boicotes internacionais.
“Como resultado, o Wireless Festival foi cancelado e os reembolsos serão emitidos para todos os portadores de ingressos”, comunicaram os organizadores.
Efeito dominó nas finanças do festival
Horas depois da decisão, a Pepsi encerrou uma parceria de 11 anos e retirou o naming rights “Pepsi MAX Presents Wireless”. Na sequência, a Diageo — dona de Johnnie Walker e Captain Morgan — e o PayPal também romperam contratos. Só a cota principal da Pepsi era estimada em £5 milhões, segundo a revista Variety.
Especialistas em marketing musical apontam que patrocínios somam, em média, 35% da receita total de grandes festivais no Reino Unido. Sem eles, a viabilidade financeira do evento fica comprometida, como ocorreu em Londres.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP
