Vídeos de IA distorcem morte de Chuck Norris e família reage
Família Norris – Em comunicado publicado nas redes sociais na última quinta-feira (2), parentes de Chuck Norris denunciaram a proliferação de vídeos criados por inteligência artificial que espalham versões falsas sobre a morte do astro, ocorrida em 20 de março, aos 86 anos.
- Em resumo: deepfakes deturpam causa da morte e inventam histórico clínico do ator.
Como as deepfakes se espalharam tão rápido
Após o falecimento, conteúdos manipulados passaram a circular em alta velocidade em plataformas de vídeo curto. Segundo o relatório da Unesco sobre desinformação digital, clipes editados por IA têm capacidade de alcançar até 20 milhões de visualizações em poucas horas, ampliando o risco de boatos virarem “verdades” na percepção pública.
Especialistas em cibersegurança explicam que ferramentas gratuitas permitem replicar voz e imagem com poucos cliques, reduzindo barreiras técnicas e aumentando o volume de peças falsas sobre celebridades.
“Pedimos que só confiem em informações divulgadas pela família Norris ou por nossos representantes oficiais”, alertou o pronunciamento.
Impacto para fãs e para a própria memória de Norris
Além de confundir admiradores, o fenômeno ameaça o legado de uma figura que, desde a década de 1970, protagonizou franquias de ação e se tornou ícone da cultura pop. Segundo estudo da Universidade de Stanford, boatos envolvendo celebridades elevam em 34% as buscas por termos enganosos, dificultando o acesso a fontes confiáveis.

A família teme ainda que rumores sobre supostos problemas de saúde ou conflitos internos gerem manchetes sensacionalistas. Nos Estados Unidos, legislações estaduais já discutem multas para quem publicar deepfakes prejudiciais sem aviso, tendência que pode ganhar força após o caso Norris.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
