Virada de Pedro Uchôa dá supermaioria a Roberto Filho na Câmara
Iguatu/CE – A correlação de forças na Câmara Municipal mudou de forma drástica nesta terça-feira (10). Ao trocar de lado, o vereador Pedro Uchôa garantiu ao prefeito Roberto Filho 14 das 17 cadeiras do Legislativo, isolando o bloco ligado ao deputado estadual Agenor Neto.
- Em resumo: Apenas três vereadores seguem com Agenor Neto; Roberto Filho agora governa com supermaioria.
Por que a migração de um único voto muda tudo?
Com 17 parlamentares, a Câmara de Iguatu exige maioria simples de 9 votos para aprovar projetos ordinários e 12 para matérias que mexem no orçamento. A entrada de Uchôa eleva a base de Roberto Filho a 14 cadeiras, quase o dobro do mínimo necessário, abrindo espaço para votações relâmpago e pautas de maior impacto fiscal. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), arranjos semelhantes de “supermaioria” aparecem em pouco mais de 30% das câmaras municipais do país.
Analistas locais apontam que a mudança também altera o tabuleiro para 2024: com controle quase pleno do Legislativo, o prefeito pode entregar obras e projetos sem risco de bloqueio político, potencializando sua imagem para a reeleição.
“O cenário agora é de alinhamento quase total entre Executivo e Legislativo”, comentou um servidor do plenário que preferiu não ser identificado.
Impacto imediato: pautas estratégicas aceleram
Entre as matérias que devem ganhar velocidade estão a revisão do Plano Diretor, parada desde 2022, e a abertura de crédito suplementar de R$ 8 milhões para infraestrutura de bairros periféricos. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, câmaras alinhadas aprovam em média 22% mais projetos de investimento em ano pré-eleitoral.

Em contrapartida, opositores temem concentração de poder. Os três vereadores fiéis a Agenor Neto prometem recorrer à Justiça e mobilizar audiências públicas para frear votações consideradas sensíveis, como concessões de serviço de água e esgoto.
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Crédito da imagem: Divulgação
