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quinta-feira, março 19, 2026

Viúva de secretário abandona velório do filho minutos antes do sepultamento

Viúva de secretário abandona velório do filho minutos antes do sepultamento

Portal Terra – Abalada, a viúva do secretário que tirou a própria vida após matar dois de seus filhos deixou o cemitério antes mesmo de o cortejo chegar ao momento final do sepultamento, na última terça-feira (9). O gesto inesperado adicionou ainda mais dor à tragédia que já chocava familiares, amigos e autoridades locais.

  • Em resumo: Mãe, visivelmente em choque, não conseguiu permanecer até o encerramento do velório do menino assassinado pelo pai.

Por que ela saiu antes do adeus final?

Segundo pessoas presentes, a mãe, acompanhada por parentes próximos, sucumbiu ao cansaço emocional quando o caixão foi levado à sepultura. Testemunhas relatam que ela chorava intensamente e tremia, optando por se retirar antes do encerramento para receber atendimento médico e preservar a própria saúde mental.

A situação ganha contornos ainda mais dolorosos porque o pai — que acumulava o cargo de secretário municipal — deu fim à própria vida logo após o crime, impossibilitando respostas sobre a motivação do duplo homicídio.

“Foi dilacerante; ela mal se mantinha em pé”, descreveu um amigo da família citado pelo Portal Terra.

Violência familiar: dados revelam tendência preocupante

Infanticídios praticados por parentes próximos, embora raros, apresentam crescimento preocupante. O Atlas da Violência 2023 aponta que 65% dos assassinatos de crianças de 0 a 9 anos acontecem dentro do ambiente doméstico, com um dos genitores como principal autor. Especialistas ressaltam que sinais de depressão profunda ou histórico de agressões costumam anteceder casos extremos, mas ainda são subnotificados.

No Brasil, a Lei nº 13.931/2019 tornou obrigatória a notificação de suspeitas de violência contra menores a órgãos de saúde e segurança pública, medida que visa prevenir tragédias semelhantes. Para psicólogos, porém, a punição, por si só, não evita crimes do tipo; é preciso reforçar vigilância comunitária e ampliar redes de apoio emocional para famílias em crise.

O que você acha? O debate sobre como identificar e intervir em situações de risco dentro das próprias famílias precisa avançar? Para mais reportagens sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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