Alexander Volkov — terceiro colocado no ranking dos pesos-pesados do UFC — avaliou recentemente a possível estreia de Alex Poatan na divisão mais pesada e avisou: a mudança de categoria não perdoa erros físicos nem técnicos.
- Em resumo: Volkov vê desgaste e cardio como armadilhas para Poatan entre os gigantes.
Cardio e impacto: por que o peso faz diferença
Falando às vésperas de seu compromisso no UFC 328 contra Waldo Cortes-Acosta, o russo lembrou que o ritmo nos pesados exige energia extra e golpes que machucam mais. De acordo com ele, a simples expansão muscular pode não ser suficiente — é preciso adaptar toda a dinâmica de luta, como mostra o histórico disponível no site oficial do UFC.
Volkov ainda sugeriu que, caso Poatan não tenha um “corpo geneticamente único”, a retenção de líquido pode minar a resistência do brasileiro em rounds mais longos.
“Pelo que eu vejo e sem desrespeitar ninguém, lutar contra o Alex Poatan seria mais fácil para mim, mas também seria uma luta maior se ele vencer. Eu não sei exatamente como ele vai se sair nos pesados. Se o corpo dele não for geneticamente único, isso pode ser difícil.”
Poatan persegue um feito inédito na organização
Do outro lado, Poatan caminha para enfrentar Ciryl Gane no UFC Casa Branca, em 14 de junho, valendo o cinturão interino. Se triunfar, o ex-campeão médio e meio-pesado poderá cravar seu nome como o primeiro atleta da companhia a erguer três títulos em categorias diferentes.
A façanha, que já o coloca sob holofotes globais, esbarra justamente na dúvida levantada por Volkov: a adaptação imediata. Lutar entre homens de até 120,2 kg, lembra o russo, “é praticamente outro esporte”.
O que você acha? Poatan conseguirá manter o poder de nocaute sem perder fôlego nos pesados? Para acompanhar mais análises, acesse nossa editoria de esportes.
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