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Voto da UE Pode Congelar Acordo Mercosul por 2 Anos
Bruxelas – Nesta quarta-feira (21), 144 eurodeputados levarão ao Tribunal de Justiça da União Europeia um recurso que pode atrasar – ou até inviabilizar – o recém-assinado acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.
- Em resumo: ação judicial pode empurrar a entrada em vigor do pacto para 2028.
Por que o tribunal europeu é peça-chave
O grupo de parlamentares questiona se o texto pode valer antes de todos os 27 Estados-membros ratificarem cada cláusula. Segundo o próprio tribunal, pareceres desse tipo demoram em média dois anos — um gargalo que reduziria o efeito imediato do maior acordo comercial já firmado pelo bloco.
Caso a Corte aceite avaliar o pedido, ainda restaria a aplicação “provisória”. Mas líderes admitem que essa saída é politicamente arriscada diante da resistência de produtores rurais, especialmente franceses, que já bloquearam estradas em protesto contra a entrada de carne bovina e açúcar mais baratos.
“O pacto elevará significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves, prejudicando os agricultores locais”, alertou a bancada francesa, maior produtora agrícola da UE.
Quem ganha e quem perde com o atraso
Para defensores como Alemanha e Espanha, a demora ameaça um mercado de 780 milhões de consumidores e cerca de € 100 bilhões em trocas anuais, segundo estimativas da Ministério da Agricultura. Eles veem o acordo como contrapeso às tarifas norte-americanas e à dependência de insumos chineses.

No Brasil, organizações do agro destacam que mais de 5 mil produtos teriam tarifa zero ao entrar na Europa. Só em 2025, o setor calcula ganhos de até US$ 10 bilhões em exportações adicionais de proteína animal. Um eventual congelamento até 2028 transferiria essa receita para concorrentes da Oceania, segundo a Confederação da Agricultura.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
