McLaren/Fórmula 1 – Sob pressão após três etapas da temporada 2026, o CEO Zak Brown minimizou as reclamações sobre o regulamento que elevou para 50% a parcela elétrica dos motores e introduziu novos dispositivos de ultrapassagem.
- Em resumo: Brown afirma que o “drama” é passageiro e mais sentido pelos fãs antigos do que pela audiência atraída por “Drive to Survive”.
Por que as queixas surgiram tão cedo?
A adoção de unidades híbridas mais potentes e artifícios aerodinâmicos inéditos gerou receio de perdas de desempenho e aumento de custos. Ainda assim, Brown sustenta que as provas exibiram múltiplas trocas de posição e alto índice de ultrapassagens. Ele recorda que a era híbrida de 2014 enfrentou resistência parecida antes de se consolidar.
Dados da Anfavea mostram que, no mercado brasileiro, a participação de veículos híbridos e elétricos saltou de 2,4% para 7,1% em três anos, sinalizando que a eletrificação também avança fora das pistas.
“Estamos apenas na terceira corrida. O público se empolga com novidades, mas é preciso tempo para que as equipes extraiam o máximo dos carros”, declarou Brown.
Impacto na audiência: tradição versus streaming
Para o dirigente, a divisão ocorre principalmente entre o fã histórico, habituado a motores ruidosos, e o espectador conquistado pela série da Netflix, ávido por narrativas e disputas televisivas. Ele garante que, do ponto de vista do show, os objetivos estão sendo cumpridos.
O executivo também aposta na rapidez do desenvolvimento técnico: atualizações aerodinâmicas previstas para as próximas duas etapas devem, segundo a McLaren, reduzir o desgaste dos pneus e facilitar ainda mais as manobras de ultrapassagem.
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