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Zé Manoel condensa 60 anos de samba em show único no Sesc
SÃO PAULO (SP) – Em 1º de fevereiro, o pianista pernambucano Zé Manoel sobe ao palco do Sesc Pinheiros para apresentar “Do sambalanço ao pagode 90”, espetáculo que percorre seis décadas da evolução do samba e promete provocar nostalgia e descoberta em igual medida.
- Em resumo: roteiro costura samba-jazz, samba-rock e pagode 90, com participações de Eliana Pittman e Thalma de Freitas.
Da gafieira ao streaming: por que o roteiro impressiona
Resultado de uma pesquisa coordenada pelo próprio artista, o show parte do samba-jazz dos anos 1960, passa pela cadência suingada do samba-rock dos anos 1970 e desemboca no pagode romântico popularizado por Raça Negra e Só Pra Contrariar nos anos 1990. A amplitude do recorte ajuda o público a perceber como o samba, inscrito no Livro do Tombo como patrimônio imaterial brasileiro e citado em estudos do Instituto Moreira Salles, segue em mutação permanente.
Para costurar épocas tão distintas, Zé Manoel aposta em arranjos de piano refinados, marca registrada desde o álbum “Coral” (2024). Nas faixas de pagode, por exemplo, o músico substitui o tradicional cavaquinho por harmonias jazzísticas, criando uma ponte entre gerações.
“O pagode pop consumido avidamente pelo povo brasileiro nos anos 2020 é o ponto de mutação mais recente do samba.”
Pesquisa, convidados e números que dimensionam o projeto
A participação de Eliana Pittman, uma das vozes que popularizaram o sambalanço nos anos 1960, garante autenticidade histórica ao roteiro. Já Thalma de Freitas e Evandro Okàn trazem a leitura contemporânea – reforçando a tese de que o gênero dialoga com cada nova geração.

Segundo dados do Relatório de Consumo Musical 2025 do IFPI, o samba e seus subgêneros ocupam 8% do streaming nacional, índice que cresce 1,2 p.p. ao ano. Esse contexto reforça a relevância de um espetáculo que mapeia a trajetória do ritmo mais ouvido fora do universo do pop internacional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Kelvin Andrad
