23 faixas e 1 hora: por que ‘Brutal Paraíso’ exaure até fãs
Brasil – Lançado recentemente, “Brutal Paraíso”, quinto disco de Luísa Sonza, ostenta 23 músicas, passa de uma hora de duração e recebeu nota 5,5/10 na avaliação da crítica, que aponta cansaço auditivo como principal efeito colateral.
- Em resumo: Sonza alterna bossa, funk, trap e pop-rock, mas a falta de edição oculta os melhores momentos.
Da bossinha ao reggaeton em minutos
O álbum se divide em três blocos: ecos de bossa nova com sintetizadores oitentistas, batidas de funk/trap com convidados como Young Miko e Sebastian Yatra, e um pop-rock carregado de drama. Em meio à mistura, aparecem citações de clássicos brasileiros, caso de “Loira Gelada” e “Você Não Me Ensinou a Te Esquecer”.
Segundo o relatório da IFPI 2024, álbuns longos tendem a inflar as métricas de streaming, estratégia já usada por Drake e Taylor Swift. Sonza segue a lógica, mas sacrifica coerência: em algumas faixas, três idiomas e o “belting” agudo competem pela atenção do ouvinte.
“Essa é a história dos meus 20 e poucos anos”, diz a cantora na faixa-título, uma carta de 8 minutos à sobrinha, que chega exausta ao fim do repertório.
Quando a versatilidade vira sobrecarga
Especialistas lembram que a média de retenção em plataformas não passa de 31 minutos por sessão. Com 63 minutos, “Brutal Paraíso” exige o dobro de engajamento sem oferecer pausas, o que explica a sensação de fadiga relatada pela crítica.

A abundância também enterra potenciais hits como “Tropical Paradise”. Já a balada final, que poderia ser o ponto alto, perde o impacto após uma maratona de sons que parecem “apenas fazer volume”, conforme a resenha original.
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