ORÓS/CE - Um vídeo gravado no último sábado (18) expôs jovens escalando o sangradouro do Açude Orós em meio à forte correnteza, obrigando a prefeitura a mobilizar bombeiros civis, salva-vidas e agentes de trânsito para evitar acidentes fatais.
- Em resumo: Correnteza no sangradouro já atraiu até 3 mil visitantes em um único dia, elevando o risco de afogamentos.
Por que o sangradouro virou armadilha
A vazão do reservatório atinge ponto crítico quando o Orós ultrapassa sua capacidade de 1,94 bilhão m³. A lâmina d’água cria sucção que pode arrastar banhistas em segundos — dinâmica comum em quedas d’água, segundo dados do FBSP, que apontam o afogamento como a segunda principal causa de morte não intencional entre jovens no País.
Mesmo assim, imagens mostram dois rapazes subindo a divisória do vertedouro enquanto amigos aguardam sentados, desafiando a proibição municipal.
“Fica proibido a descida ali e tomar banho na parte de cima”, reforçou o secretário de Turismo, Luís Eduardo, alertando que equipes atuam para isolar a área.
Turismo ou roleta-russa? Impacto local e histórico
O Açude Orós, segundo maior do Ceará, voltou a sangrar em 15 de abril após registrar vertimento em 2025, algo que não ocorria havia 14 anos. Em 2026, já são 26 açudes em sangria no estado, fenômeno que impulsiona o turismo aquático mas também amplia a pressão sobre a segurança pública.
Estimativa da prefeitura projeta até 3 mil visitantes por dia durante o período de sangria. Para especialistas, a combinação de grande fluxo e falta de fiscalização constante transforma o cartão-postal em zona de alto risco, cenário que se repete em diversos reservatórios nordestinos.
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