FORTALEZA/CE – Na última terça-feira (21), o Governo do Ceará comemorou um feito raro no Sistema Único de Saúde: ultrapassar 500 mil cirurgias eletivas executadas em apenas três anos, graças ao Programa Estadual de Redução de Filas.
- Em resumo: meio milhão de procedimentos concluídos desde 2023, encurtando drasticamente o tempo de espera dos pacientes.
Como o programa acelerou os procedimentos
Lançado em abril de 2023, o pacote estadual combina recursos próprios e verbas federais para remunerar hospitais públicos e filantrópicos por produtividade. Na prática, a iniciativa opera em sinergia com o Programa Nacional de Redução de Filas, criado pelo Ministério da Saúde no mesmo ano.
Do oftalmo ao vascular, dez especialidades integram a estratégia. Só em 2026, já são 50.967 procedimentos concluídos, mantendo a fila “viva”, mas em movimento: novos pedidos entram diariamente enquanto cirurgias são realizadas.
“Cada cirurgia representa uma história, uma família atendida e um problema resolvido”, destacou o governador Elmano de Freitas ao anunciar a marca.
Por que a marca importa para os pacientes
Após a pandemia, as filas por cirurgias eletivas saltaram em todo o país. O Ministério da Saúde reservou R$ 600 milhões para estados que, como o Ceará, topassem metas ambiciosas. Graças ao aporte e à gestão compartilhada, o estado alcançou média anual superior a 160 mil operações — ritmo que supera a série histórica do DataSUS para a região Nordeste.
Além de devolver qualidade de vida a quem aguardava por cataratas, próteses ortopédicas ou procedimentos ginecológicos, o resultado alivia prontos-socorros, pois cirurgias adiadas costumam evoluir para urgências. A Secretaria da Saúde reforça que as unidades cirúrgicas seguem trabalhando normalmente, o que acelera ainda mais a redução da fila dinâmica.
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