774 agentes cercam Arena Castelão no 1º Clássico-Rei
FORTALEZA/CE – A Arena Castelão receberá, neste domingo (08), um esquema de guerra: nada menos que 774 agentes municipais e estaduais foram escalados para blindar o primeiro Clássico-Rei de 2026 entre Ceará e Fortaleza, marcado para as 18h.
- Em resumo: 538 policiais, 35 civis, 25 bombeiros e 176 servidores de apoio vigiarão o estádio e seus acessos.
Como será a divisão do efetivo
Do total, 538 são da Polícia Militar, com tropas de elite como CPRaio, CPChoque e RPMont. Serão 338 nas vias de acesso e 200 dentro da arena. A retaguarda investigativa contará com 35 policiais civis, enquanto 25 bombeiros fiscalizam estruturas e rotas de fuga.
O cinturão externo ainda soma 80 guardas municipais, 40 agentes de trânsito da AMC, 15 fiscais da Agefis, 13 membros do Juizado do Torcedor e 10 servidores da SER 8.
“As inteligências estão monitorando qualquer ameaça e a resposta será firme”, assegurou Harley Filho, coordenador da Copol/SSPDS.
Por que tanto rigor?
Segundo o Atlas da Violência, arenas esportivas ainda concentram episódios de lesão corporal e depredação no País. Em 2025, o Ceará registrou aumento de 12% nas ocorrências em dias de jogos, segundo dados da SSPDS. O Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) impõe responsabilidade solidária aos organizadores por falhas de segurança, o que justifica a mobilização maciça de efetivos especializados.

Além da proteção física, drones e câmeras de reconhecimento facial devem auxiliar no rastreio de possíveis torcedores banidos, estratégia que já reduziu em 30% os confrontos em clássicos na capital.
O que você acha? A presença recorde de agentes é suficiente para garantir a paz nas arquibancadas? Para mais coberturas de Segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / SSPDS
