Risco de falência renal eleva tensão sobre Bolsonaro preso

Risco de falência renal eleva tensão sobre Bolsonaro preso

Brasília-DF – Internado desde a última sexta no Hospital DF Star, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nova piora da função renal e aumento dos marcadores de inflamação, segundo boletim divulgado neste sábado (14). Ele permanece na UTI, custodiado pela Polícia Militar do Distrito Federal e sem previsão de alta.

  • Em resumo: Exames apontam agravamento dos rins; STF liberou esposa e filhos para visitas.

Alerta médico e protocolos de segurança redobrados

Embora a equipe liderada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini classifique o quadro como “clinicamente estável”, o relatório indica risco de complicações típicas de pacientes com insuficiência renal aguda. Bolsonaro recebe antibióticos intravenosos, hidratação rigorosa, fisioterapia respiratória e medidas de prevenção de trombose.

Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, dois policiais permanecem 24 horas na porta do quarto, enquanto outras equipes fazem rondas internas e externas. A entrada de celulares ou qualquer dispositivo eletrônico segue vetada, exceto aparelhos médicos.

“O tratamento visa evitar progressão para falência renal”, destaca o boletim assinado por Birolini e pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado.

Contexto judicial e impacto para a população carcerária

Detido desde julho no Complexo da Papuda e cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi transferido às pressas após febre de 39 °C, queda da saturação de oxigênio e calafrios. A decisão do STF que autorizou a presença de Michelle Bolsonaro e dos cinco filhos tenta mitigar o desgaste emocional durante a internação.

Segundo o Atlas da Violência 2023, complicações de saúde correspondem a 31 % das mortes na população carcerária brasileira, número agravado pela dificuldade de acesso a terapias renais substitutivas. Especialistas recordam que infecções mal tratadas podem levar à insuficiência renal em até 15 % dos casos hospitalares graves, reforçando a importância do monitoramento intensivo que Bolsonaro agora recebe.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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