Filas para comprar comida na Venezuela após ataque
Filas para comprar comida na Venezuela após ataque – Após a ofensiva militar dos Estados Unidos na madrugada de sábado (3 de janeiro), venezuelanos passaram a lotar supermercados em várias cidades para garantir mantimentos e produtos de higiene.
Moradores relatam temor de desabastecimento e incerteza sobre a abertura do comércio nos próximos dias, cenário que levou muitos a estocar itens básicos.
Relatos de tensão em Monagas
Sofia Salazar, que vive no estado de Monagas depois de seis anos em Fortaleza, contou que foi acordada por familiares informando sobre explosões em Caracas. Apesar de seu estado estar distante da capital, ela descreve longas filas na porta dos mercados e controle de entrada de clientes.
Um vídeo gravado por Sofia mostra dezenas de pessoas contornando o quarteirão para acessar um supermercado. “Dentro está lotado na área dos caixas; muita gente correu para a padaria com receio de que ela não abra amanhã”, afirmou.
Abastecimento já era fragilizado
A crise de alimentos na Venezuela não é recente. Levantamento do Programa Mundial de Alimentos da ONU indicou que, em 2023, cerca de 9,3 milhões de venezuelanos sofriam algum grau de insegurança alimentar, apontando fragilidade pré-existente no abastecimento segundo o WFP.
Com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país será administrado provisoriamente por Washington e que petroleiras norte-americanas entrarão em território venezuelano, analistas temem ampliação de sanções e dificuldades logísticas que podem agravar o transporte de alimentos e combustíveis.

Para os moradores, o curto prazo é de improviso: “Compramos arroz, farinha, fraldas e sabonete. Não sabemos o que pode acontecer”, relata Sofia.
No longo prazo, organizações humanitárias alertam que a estabilidade no fornecimento depende de corredores de ajuda e da normalização das cadeias de importação, já abaladas por anos de crise política e econômica.
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Crédito da imagem: Divulgação