Maduro é levado em navio militar rumo a Nova York, diz Trump
Maduro é levado em navio militar rumo a Nova York, diz Trump – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o líder venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram embarcados no navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, no último sábado (3).
Trump revelou a informação em entrevistas separadas ao The New York Times e à emissora Fox News, sem detalhar as circunstâncias que teriam levado à operação militar.
O que se sabe sobre o traslado
Segundo Trump, a embarcação da Marinha norte-americana zarpou de localização não revelada no Caribe. O USS Iwo Jima costuma integrar grupos-tarefa de resposta rápida e tem capacidade para transportar cerca de 1.600 fuzileiros navais, além de helicópteros e aeronaves de decolagem vertical, de acordo com dados da Marinha dos EUA.
A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram oficialmente a operação até o momento desta publicação.
Contexto da crise venezuelana
Maduro enfrenta sanções econômicas dos Estados Unidos desde 2017, após a Assembleia Constituinte venezuelana ser considerada ilegítima por Washington. Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos aponta mais de 7,7 milhões de venezuelanos deslocados externamente desde 2015.
Em 2023, a inflação anual da Venezuela superou 360%, segundo o Observatório Venezuelano de Finanças, dificultando o acesso da população a alimentos e medicamentos e ampliando a pressão internacional por uma transição política.

Próximos passos e possíveis impactos
Especialistas em direito internacional avaliam que levar um chefe de Estado para o território de outro país sem consentimento pode gerar disputas diplomáticas inéditas na Organização dos Estados Americanos (OEA). Caso a chegada a Nova York se confirme, Maduro poderia buscar imunidade diplomática, uma vez que a Venezuela ainda integra o sistema da ONU.
Não há informações sobre eventual pedido de asilo político. Analistas também observam que o controle do poder em Caracas ficaria incerto, elevando o risco de instabilidade regional.
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