China exige libertação de Nicolás Maduro e critica EUA
China exige libertação de Nicolás Maduro e critica EUA – Em 4 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, após relatos de que o casal foi detido por militares norte-americanos.
Segundo a agência estatal Xinhua, Pequim classificou a ação como uma ameaça à integridade física do mandatário venezuelano e um grave desrespeito ao direito internacional.
Suposta operação norte-americana
Reportagens de veículos internacionais apontam que tropas dos EUA teriam ingressado na Venezuela em 3 de fevereiro para capturar Maduro, removendo-o do país horas depois. O governo chinês disse “acompanhar de perto” a situação e manifestou “grande preocupação”.
Pequim afirmou que o uso da força contra um chefe de Estado estrangeiro viola as normas básicas das relações internacionais e os princípios da Carta das Nações Unidas. Para reforçar o argumento, diplomatas citaram trechos do próprio documento da ONU, disponível neste link oficial.
Reações e implicações diplomáticas
Além de exigir a libertação do casal presidencial, a chancelaria chinesa solicitou garantias de segurança para Maduro e Flores e pediu que Washington cesse “qualquer tentativa de derrubar o governo legitimamente eleito da Venezuela”.
Analistas lembram que, desde 2017, mais de 900 sanções financeiras dos EUA já atingiram autoridades e estatais venezuelanas, segundo dados da própria Casa Branca. O episódio eleva a tensão em um cenário no qual Caracas busca aliviar pressões econômicas e políticas por meio de negociações internacionais.

Fontes diplomáticas apontam que o caso poderá ser levado ao Conselho de Segurança da ONU, fórum em que a China detém poder de veto e costuma defender o princípio de não intervenção em assuntos internos de outros Estados.
No Brasil, especialistas em direito internacional ressaltam que a eventual captura de um presidente em exercício sem autorização de organismos multilaterais pode configurar sequestro e crime de agressão, previsto no Estatuto de Roma.
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Crédito da imagem: Divulgação