Prisão de Nicolás Maduro gera reações no Ceará e Brasil
Prisão de Nicolás Maduro – A detenção do presidente venezuelano por militares norte-americanos desencadeou, nos últimos dias, uma série de manifestações de líderes políticos cearenses e brasileiros.
No Estado, autoridades do Executivo municipal e dos Legislativos estadual e municipal criticaram o episódio, enquanto em Brasília o silêncio das principais mesas diretoras contrastou com o apoio de dirigentes partidários do Centrão.
Lideranças cearenses condenam intervenção
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri, classificou Maduro como ditador, mas alertou para “risco de escalada intervencionista” ao criticar a postura de Donald Trump.
O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, avaliou que a ação “viola a soberania” da Venezuela e fere o direito internacional, pedindo resposta da Organização das Nações Unidas (ONU).
Léo Couto, que preside a Câmara Municipal de Fortaleza, seguiu a mesma linha, defendendo mediação diplomática urgente para preservar a estabilidade política na América Latina.
Silêncio no Congresso e apoio pontual do Centrão
Em nível federal, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o da Câmara, Hugo Motta, não emitiram notas públicas até o momento.
Por outro lado, os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do PSD, Gilberto Kassab, declararam apoio à queda do líder venezuelano, argumentando que o país vizinho precisa de “redemocratização”.

Dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) mostram que mais de 7,7 milhões de venezuelanos já deixaram o país desde 2015, reflexo da crise política e econômica que ganhou novo capítulo com a prisão de Maduro.
Especialistas em relações internacionais lembram que operações militares unilaterais costumam tensionar a região. Em 2009, segundo o Itamaraty, o comércio brasileiro com a Venezuela caiu 20% após disputas diplomáticas, impacto que pode voltar a ser sentido caso o impasse se prolongue.
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