Trump teria planejado captura de Nicolás Maduro após danças
Trump teria planejado captura de Nicolás Maduro após danças – Relatos divulgados recentemente indicam que a série de aparições de Nicolás Maduro dançando em comícios transmitidos pela TV estatal venezuelana foi interpretada pela Casa Branca, ainda na gestão Donald Trump, como sinal de que o líder se sentia invulnerável.
Fontes ligadas à antiga equipe de segurança nacional afirmam que a exibição pública teria sido o estopim para acelerar um plano já discutido de capturar o presidente venezuelano, em meio ao impasse diplomático entre Caracas e Washington.
Coreografias vistas como provocação
De acordo com os interlocutores, os vídeos viralizaram entre assessores de Trump, que avaliaram o comportamento como “desrespeitoso” às sanções econômicas impostas ao país. Nessa leitura, o espetáculo público reforçaria a percepção de impunidade de Maduro.
A estratégia – que não saiu do papel – seria semelhante à operação usada na captura do ex-presidente panamenho Manuel Noriega, em 1989, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, órgão que já havia indiciado Maduro por narcoterrorismo em 2020.
Pressão internacional e recompensa milionária
Além do aspecto simbólico das danças, membros do Conselho de Segurança Nacional relembram que havia uma recompensa de US$ 15 milhões pela captura de Maduro, anunciada na mesma época do indiciamento.
Dados do Banco Mundial estimam que a Venezuela perdeu cerca de 75 % do PIB entre 2014 e 2021, reforçando a tese de que a instabilidade interna poderia facilitar uma intervenção externa, caso obtivesse apoio de aliados regionais.

No entanto, preocupações com retaliações da Rússia e de Cuba, além do risco de tensão militar na fronteira, levaram o Pentágono a aconselhar cautela, e o plano foi arquivado.
Apesar de engavetada, a proposta escancara a escalada da crise política venezuelana e demonstra como gestos aparentemente triviais podem ter repercussões estratégicas. Para acompanhar outros bastidores do poder, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
