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Chevron negocia ampliação de licença para operar na Venezuela
Chevron negocia ampliação de licença para operar na Venezuela – A petroleira norte-americana mantém conversas com autoridades dos Estados Unidos para estender a autorização que a isenta das sanções contra Caracas e permite suas atividades no país sul-americano.
Fontes próximas ao processo confirmaram que a empresa pretende elevar o volume de petróleo enviado às próprias refinarias e a terceiros, em um pacote que pode chegar a 50 milhões de barris destinados ao mercado norte-americano.
Entenda a negociação com Washington
A Chevron é a única grande companhia dos EUA que ainda opera na Venezuela graças a uma licença especial concedida em 2019. A permissão vence nos próximos meses e, para renová-la, o Departamento do Tesouro exige garantias de que os recursos não beneficiarão diretamente o governo venezuelano.
A companhia argumenta que a ampliação contribuiria para estabilizar a oferta global de petróleo, num cenário de produção apertada. Dados da Energy Information Administration (EIA) indicam que o país produz hoje cerca de 700 mil barris por dia, volume distante dos 2,3 milhões registrados antes das sanções.
Impacto potencial no mercado de petróleo
Se o acordo avançar, as refinarias da Costa do Golfo dos EUA poderão receber um tipo de óleo pesado que substitui parte das importações do Oriente Médio. Analistas apontam que cada 100 mil barris diários adicionais vindos da Venezuela podem reduzir o preço internacional em até US$ 0,50 por barril.
Além da Chevron, Washington pressiona outras empresas americanas a participar do esforço de importação, numa estratégia que também pretende limitar a influência de países concorrentes no fornecimento de energia aos Estados Unidos.

Embora as tratativas estejam adiantadas, fontes diplomáticas ressaltam que qualquer anúncio formal depende de garantias de transparência sobre o fluxo financeiro gerado pelas exportações.
No médio prazo, especialistas estimam que a infraestrutura venezuelana exigirá investimentos de US$ 10 bilhões para recuperar a capacidade de produção, valor que pode atrair novos players interessados no mercado de energia latino-americano.
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Crédito da imagem: Divulgação
