- Chamas provocam colapso em fábrica de lingerie e ameaçam vizinhos
- Caminhoneiro é pego com 2.880 rebites no CE e pode pegar 15 anos
- Solto há 1 hora, neto é preso após duplo homicídio da avó em Juazeiro
- Líquido que jorrou a 40 m assusta ANP e pode render até 1% ao dono
- Cartão CNH Popular libera 5 mil habilitações grátis em Fortaleza
Trump ameaça vetar Exxon em futuros negócios na Venezuela
Trump ameaça vetar Exxon em futuros negócios na Venezuela – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode impedir a Exxon Mobil de participar de novos projetos de petróleo na Venezuela, reação que ocorreu depois de o CEO da companhia, Darren Woods, classificar o país sul-americano como “não investível” em uma reunião reservada na Casa Branca, realizada na última sexta-feira.
No encontro, destinado a discutir possíveis mudanças nas sanções a Caracas, Woods argumentou que o risco político e a falta de segurança jurídica inviabilizam qualquer aporte bilionário da petroleira norte-americana, declaração que irritou Trump. Segundo fontes presentes, o republicano considerou o comentário “engraçadinho demais” e insinuou que pode privilegiar concorrentes em futuras licitações.
Por que a Venezuela continua no radar das gigantes do petróleo?
A Venezuela abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 300 bilhões de barris, de acordo com dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Mesmo com a produção em declínio e sob sanções econômicas, o potencial de retorno permanece alto no longo prazo.
Empresas como Chevron e Rosneft já operam consórcios no país sob autorizações especiais, o que pressiona outras majors a manter a Venezuela no portfólio estratégico, caso o ambiente político mude. Uma eventual exclusão da Exxon abriria espaço para rivais internacionais ocuparem ativos valiosos na Faixa do Orinoco.
Impacto político e perspectivas de curto prazo
Analistas veem o embate como parte do estilo negociador de Trump, que costuma usar ameaças públicas para obter concessões. Ainda assim, o episódio reforça a percepção de risco para investidores estrangeiros, fator que mantém a produção venezuelana em níveis historicamente baixos — pouco acima de 700 mil barris por dia, ante 2,3 milhões há uma década.

Para a Exxon, o veto representaria a perda de um mercado potencial caso Washington alivie as restrições. Já para o governo venezuelano, que busca atrair capital para reativar campos maduros, menos concorrência pode significar menos tecnologia de ponta e menor ritmo de recuperação.
No cenário atual, qualquer decisão definitiva dependerá de futuros desdobramentos diplomáticos entre Washington e Caracas. Para seguir acompanhando o noticiário internacional e seus efeitos econômicos, acesse a editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
