PEC da Segurança Pública: Gleisi rebate fala de Guimarães
PEC da Segurança Pública: Gleisi rebate fala de Guimarães – A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, contestou publicamente as declarações do líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), sobre a Proposta de Emenda à Constituição que trata da segurança pública.
Recentemente, Guimarães afirmou que seria melhor não levar o texto a voto caso ele fosse “desfigurado” durante a tramitação. Gleisi reagiu e assegurou que a proposta é prioridade do Palácio do Planalto.
Prioridade estratégica do governo federal
Em entrevista à Coluna do Estadão, a ministra ressaltou que a PEC integra um pacote de medidas que inclui o projeto de combate às facções criminosas e a recriação do Ministério da Segurança Pública.
Segundo ela, o Executivo entende que o avanço da proposta no Congresso é essencial para modernizar a política de segurança e coordenar ações entre União, estados e municípios. O posicionamento, portanto, diverge da cautela sugerida por Guimarães.
Contexto e impacto da proposta
A PEC busca estruturar competências e fonte de financiamento permanentes para o setor, tópico sensível num país que registrou 47,5 mil mortes violentas em 2022, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Especialistas defendem que prever recursos vinculados reduziria a dependência de verbas extraordinárias e facilitaria políticas de longo prazo. Além disso, a emenda abre caminho para a criação de um ministério exclusivo, promessa de campanha do presidente Lula.

Nos bastidores, líderes governistas avaliam que a divergência entre Hoffmann e Guimarães não compromete a base no Congresso, mas expõe a necessidade de afinar o discurso às vésperas de votações decisivas.
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