Morte do 'Popeye Brasileiro' expõe riscos dos anabolizantes
Popeye Brasileiro – apelido de Arlindo de Souza, de 55 anos – morreu na madrugada de 13 de janeiro no Hospital Otávio de Freitas, zona oeste do Recife.
Morador do bairro Águas Compridas, em Olinda, ele estava internado desde dezembro e ganhou notoriedade nacional após injetar óleo mineral nos braços para aumentar o volume muscular.
Quem era Arlindo de Souza
Pedreiro de profissão, Arlindo começou a modificar o corpo há cerca de dez anos, inspirando-se no marinheiro dos desenhos animados.
Ao exibir bíceps que ultrapassavam 70 centímetros de circunferência, participou de programas de TV e se tornou figura frequente nas redes sociais.
Prática condenada pela comunidade médica
Especialistas alertam que a injeção de óleo mineral e o uso indiscriminado de esteroides podem provocar necrose muscular, trombose, falência renal e até óbito. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) aponta aumento de casos graves relacionados a anabolizantes sem prescrição.
Pressão arterial elevada, coágulos, surtos de agressividade e riscos oncológicos, como câncer de próstata e fígado, estão entre os principais efeitos adversos citados pela entidade.
Regulamentação mais rígida
Diante dos perigos, o Conselho Federal de Medicina proibiu em abril de 2023 a prescrição de esteroides anabolizantes para fins estéticos ou de performance.
A decisão reforça a orientação de que qualquer terapia hormonal deve ser acompanhada por especialista, com exames periódicos e indicação clínica comprovada.
Para quem busca hipertrofia, profissionais de saúde recomendam treino supervisionado, dieta equilibrada e avaliação médica regular como caminhos seguros e sustentáveis.
O corpo de Arlindo foi sepultado no Cemitério de Águas Compridas, na tarde do mesmo dia 13 de janeiro, em cerimônia restrita à família.
No mundo fitness, a morte do “Popeye” serve de alerta sobre os limites entre estética, saúde e segurança.
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Crédito da imagem: Divulgação
