Câmera flagra mordida no nariz e tumulto entre atletas do Fortaleza
EUSÉBIO, CE – Imagens obtidas recentemente revelam o exato momento em que a discussão por som alto na casa do lateral Eros Mancuso descamba para agressões que incluem socos, cadeiradas e uma mordida no nariz de um vizinho, ferido gravemente na manhã de 1º de janeiro de 2026.
- Em resumo: gravação inédita mostra seguranças tentando conter o confronto antes de a pancadaria ganhar a rua do condomínio.
Vídeo expõe falha na tentativa de contenção
Na nova filmagem, dois seguranças posicionados no interior da residência e um terceiro homem de camisa verde tentam interromper a discussão, mas são empurrados quando os ânimos explodem. O registro difere do vídeo anterior, limitado à via pública, e reforça a versão de que o conflito começou dentro da propriedade.
Segundo o boletim da Atlas da Violência, o Ceará registrou em 2024 uma taxa de 38,9 lesões corporais dolosas por 100 mil habitantes, evidenciando como brigas domésticas ainda impactam a segurança local.
“Invadiram minha casa, fizeram ameaças e precisamos retirá-los”, declarou Mancuso horas após o incidente, negando ter agredido vizinhos.
Contexto, acusações e desdobramentos
A confusão teria começado quando dois moradores reclamaram do volume da festa de Réveillon. Sem acordo, um deles entrou na casa e foi contido pelos jogadores argentinos José María Herrera, Tomás Pochettino e Mancuso. Herrera é acusado de morder o nariz do vizinho, que passou por cirurgia com risco de infecção.

Mancuso afirma que os convidados sofreram ofensas xenofóbicas e provocações sobre o rebaixamento do Fortaleza para a Série B de 2026. O clube divulgou nota garantindo apoio jurídico aos atletas, enquanto a Polícia Civil investiga possível lesão corporal dolosa. Dependendo do laudo médico, os envolvidos podem responder com base no artigo 129 do Código Penal, cuja pena varia de três meses a um ano, podendo triplicar se houver deformidade permanente.
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Crédito da imagem: Divulgação / Câmera de Segurança