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sexta-feira, março 13, 2026

Vídeo cortado faz polícia ver sumiço de corretora como homicídio

Vídeo cortado faz polícia ver sumiço de corretora como homicídio

Caldas Novas-GO – Um mês depois do desaparecimento de Daiane Alves Souza, 43, a investigação mudou de rumo: o caso agora é tratado como homicídio pela Delegacia de Homicídios de Goiás, decisão motivada por um enigmático “buraco” de 2 minutos nas câmeras do subsolo onde a corretora foi vista pela última vez.

  • Em resumo: Falha de 120 s em vídeo de segurança transforma busca por desaparecida em inquérito de homicídio.

O vídeo que virou peça-chave

Na noite de 17 de dezembro de 2025, Daiane desceu ao segundo subsolo para checar a queda de energia no prédio. A gravação mostra a corretora e um vizinho saindo do elevador; em seguida, o arquivo “salta” dois minutos. Quando a imagem retorna, ela aparece sozinha, entra novamente no elevador, sobe alguns andares e encara a lente antes de desaparecer de vez.

Segundo especialistas em perícia eletrônica, interrupções desse tipo costumam indicar sobregravação manual ou falha proposital do sistema – indícios que levaram o caso às mãos do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Dados do Atlas da Violência mostram que Goiás registrou 28,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, o que pressiona autoridades por respostas rápidas em crimes dessa natureza.

“Pararam de buscar outras hipóteses. Agora é caso de homicídio”, relatou Nilse Alves Pontes, mãe de Daiane.

Força-tarefa e lacunas que inquietam

A Polícia Civil formou uma força-tarefa com peritos, agentes de inteligência e investigadores de campo para rastrear rotas de fuga, checar servidores de armazenamento e ouvir vizinhos. O condomínio, erguido em área turística, não possuía gerador de emergência, ponto que teria motivado Daiane a sair do apartamento.

Especialistas em desaparecimento lembram que, após 48 horas sem pistas, cada dia reduz em 50 % a chance de localizar a vítima com vida. Mesmo assim, a polícia mantém a busca ativa e não descarta envolvimento de terceiros, já que nenhum resgate foi pedido e pertences da corretora ficaram no imóvel.

O que você acha? A falha no sistema de câmeras deveria gerar responsabilização do condomínio? Para mais notícias sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Câmera de Segurança

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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