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Trump cria ‘Conselho da Paz’ para Gaza e surpreende com nomes
Washington, EUA – Em anúncio feito na sexta-feira (16), o ex-presidente Donald Trump revelou a formação do “Conselho da Paz”, órgão que, segundo seu plano, assumirá um governo transitório na Faixa de Gaza. A medida, apresentada em meio à nova escalada de tensões no Oriente Médio, pretende “garantir estabilidade imediata” e abrir caminho para negociações multilaterais.
- Em resumo: Trump nomeou aliados estratégicos para administrar Gaza até um acordo definitivo.
Quem são os escolhidos e por que eles importam
No núcleo do conselho estão ex-diplomatas e militares de alto escalão, além de dois economistas especializados em reconstrução de zonas de conflito. O destaque vai para o general reformado Jack Keane, que foi assessor sênior no Pentágono, e para a diplomata Nikki Haley, antiga embaixadora dos EUA na ONU.
Trump enfatizou que o grupo terá “total liberdade” para dialogar com Israel, Autoridade Palestina e parceiros regionais, mas a decisão ignora o fato de que a Faixa de Gaza conta com mais de 2,3 milhões de habitantes segundo a ONU, dos quais 80% dependem de ajuda humanitária.
“Não podemos esperar que a paz simplesmente aconteça; precisamos gerenciá-la”, declarou Trump ao apresentar o conselho.
Impacto imediato e desafios estratégicos
Especialistas lembram que qualquer governo interino precisará lidar com bloqueios, infraestrutura precária e a influência do Hamas, organização que mantém controle de fato na região desde 2007. Para o pesquisador Aaron David Miller, o maior obstáculo será a legitimidade: “Sem respaldo de Israel e da Autoridade Palestina, o conselho corre o risco de virar peça decorativa”.

O histórico mostra que iniciativas desse tipo costumam enfrentar resistência local. Em 2005, um acordo semelhante apoiado pelo Quartet fracassou após menos de seis meses. Além disso, a lei internacional exige consulta às populações afetadas, segundo a Convenção de Genebra.
O que você acha? A nomeação de um órgão americano pode acelerar a pacificação ou agravar as disputas na região? Para mais análises sobre política internacional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
