- PF liga R$ 4 mi em luxo de deputada a fraude no INSS
- PF prende advogada que desviou R$ 780 mil e liga deputada ao esquema
- Cármen Lúcia vira cidadã cearense e assume nova responsabilidade
- Chuva de 64 mm em Banabuiú acende alerta hidrológico no Ceará
- Secult injeta R$1,17 mi em 59 projetos da Paixão de Cristo
Com 48,81% dos votos, Ventura domina portugueses no Brasil
BRASÍLIA – O candidato André Ventura, líder do partido Chega, foi o nome preferido pelos portugueses residentes no Brasil na eleição presidencial de Portugal, realizada em 18.jan.2026. O direitista concentrou 48,81% dos votos válidos, quase metade do eleitorado luso que compareceu aos consulados brasileiros.
- Em resumo: Ventura venceu com folga; António José Seguro ficou distante, em segundo.
Por que o resultado no exterior chama atenção
Embora represente apenas uma fração do eleitorado total, o voto no exterior costuma apontar tendências de insatisfação ou apoio de comunidades economicamente ativas. Segundo a Comissão Nacional de Eleições portuguesa, mais de 1,5 milhão de portugueses estão aptos a votar fora do país, dos quais cerca de 180 mil vivem no Brasil.
Nesta eleição, pouco mais de 27 mil compareceram às urnas consulares brasileiras — participação semelhante à de 2021, mas superior à média histórica, impulsionada por facilidades no cadastro online.
“A comunidade lusa no Brasil tornou-se um termômetro da diáspora, e o desempenho de Ventura confirma o crescimento do Chega junto a eleitores jovens e empreendedores”, avaliou um diplomata ouvido pelo jornal português Expresso.
Contexto político e efeitos práticos
Ventura fundou o Chega em 2019, surfando pautas de segurança pública e corte de benefícios sociais. Seu avanço entre expatriados coincide com o aumento de 12,7% no envio de remessas de brasileiros para Portugal em 2025, indicador de forte intercâmbio financeiro, de acordo com dados do Banco Central.
Já António José Seguro, ex-dirigente socialista, capturou 31,4% dos votos no Brasil, mantendo o eleitorado tradicional ligado ao Partido Socialista. O restante fragmentou-se entre candidatos de centro e esquerda, que não alcançaram dois dígitos.

Embora os votos externos sejam somados ao resultado global, eles raramente definem o pleito. Ainda assim, o desempenho de Ventura reforça sua narrativa de crescimento internacional e pode influenciar indecisos em Portugal, onde o comparecimento costuma girar em torno de 50%.
O que você acha? O peso do voto de expatriados deve influenciar as estratégias de campanha dentro de Portugal? Para mais análises sobre o cenário político, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
