DNA e drogas: farmacêuticos da Pefoce decifram crimes no CE
Fortaleza, CE – No Dia do Farmacêutico (20/01), a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) revela como seus peritos legistas, formados em Farmácia, viram peça-chave para transformar vestígios em provas que sustentam processos criminais e decisões judiciais em todo o estado.
- Em resumo: Equipe especializada analisa DNA, toxicológicos e amostras biológicas para elucidar homicídios, crimes sexuais e tráfico de drogas.
Dentro do laboratório: três frentes de investigação
No Núcleo de Perícia de DNA Forense (Nupdf) e na Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf), os farmacêuticos desdobram o trabalho em três áreas:
• Toxicologia – identificam drogas ilícitas, anabolizantes e venenos em sangue, urina ou material apreendido.
• Amostras biológicas – confirmam a presença de sêmen ou sangue humano em objetos de cena de crime.
• Genética forense – comparam perfis de DNA de suspeitos, vítimas e restos mortais.
Segundo o Atlas da Violência 2023, o Ceará registrou 37,9 homicídios por 100 mil habitantes, índice que reforça a demanda por laudos rápidos e precisos (IPEA/FBSP).
“Quando sabemos que o resultado vai dar uma resposta a uma família, tudo faz sentido”, resume a perita legista Bruna Carvalho, há 13 anos na Pefoce.
Por que o DNA forense muda o jogo
Além de solucionar crimes de grande repercussão, o mapeamento genético alimenta a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, responsável por mais de 130 mil registros no país. O cruzamento de dados já permitiu, só em 2023, 2,4 mil hits que ligaram suspeitos a cenas de crime, segundo o Ministério da Justiça.

Para o Ceará, o benefício é claro: corpos não identificados ganham nome, desaparecidos reencontram famílias e agressores sexuais são rastreados mesmo anos depois do delito.
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Crédito da imagem: Divulgação