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Washington libera US$ 300 mi e Caracas corre para salvar bolívar
CARACAS – Na última terça-feira (20), a vice-presidenta interina Delcy Rodríguez confirmou que US$ 300 milhões, parcela de um pacote de US$ 500 milhões proveniente da venda de petróleo venezuelano pelos Estados Unidos, já foi creditada nas contas do Banco Central da Venezuela. O governo diz que o montante será injetado “imediatamente” no mercado para conter a disparada do dólar paralelo e proteger o poder de compra da população.
- Em resumo: Recurso emergencial visa frear a desvalorização recorde do bolívar diante de uma inflação que beira 500% ao ano.
Como o dinheiro deve entrar na economia
Rodríguez afirmou que a maior parte dos US$ 300 milhões ficará reservada para leilões de divisas, mecanismo que o governo usa desde 2019 para abastecer bancos e importadores. A autoridade espera “reduzir a volatilidade” observada em janeiro, quando o bolívar perdeu 25% do valor em apenas quatro semanas.
Segundo analistas ouvidos pelo Banco Central do Brasil, intervenções cambiais sem ajuste fiscal costumam oferecer alívio pontual, mas não resolvem o déficit estrutural que pressiona a moeda.
“Esse recurso não cobre nem um mês de importações do país; é solução paliativa”, alertou um economista da Universidade Central da Venezuela.
Contexto: dependência do petróleo e risco de repetição
A Venezuela segue com 95% da receita de exportação atrelada ao petróleo. Desde que sanções americanas foram parcialmente aliviadas em 2023, o país retomou vendas limitadas para refinarias dos EUA, gerando expectativas de caixa rápido.

Em 2022, iniciativas semelhantes injetaram pouco mais de US$ 800 milhões no mercado oficial, mas a cotação paralela voltou a disparar quatro meses depois. Com reservas internacionais em torno de US$ 9 bilhões — menor patamar em 20 anos —, especialistas temem que o novo aporte apenas “compre tempo” até o próximo salto do câmbio.
O que você acha? A chegada dos dólares será suficiente para estabilizar o bolívar ou o remédio é temporário? Para mais análises sobre economia latino-americana, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
